Você está preparado(a) para desenvolver profissionais do futuro?

Confira as habilidades necessárias para acompanhar as mudanças do mundo e do mercado de trabalho.

Basta olhar em volta para percebermos que o mundo em que vivemos está cada vez mais digital e automatizado. São diversos os lugares em que as máquinas já são capazes de substituir um, dez, cem funcionários(as) de uma só vez. Por isso, não seria um exagero dizer que em vinte ou trinta anos, praticamente metade das profissões tenham grande chance de passar por automatizações.

Não se engane ao pensar que apenas funções mais simples podem ser substituídas e que, talvez, você e sua equipe não sejam tão afetados assim. Desde o início de 2020, algumas empresas de carros por aplicativo e outras startups tentam desenvolver carros autônomos, que excluam a necessidade de um motorista, por exemplo. Algumas máquinas já escrevem reportagens, poemas ou podem conversar ao telefone e se corresponder por mensagem: um atendimento completo.

Dito isso, a linha de raciocínio mais lógica seria: sabemos que, no futuro, não é uma questão de se uma máquina pode nos substituir, mas de quando. Se esse novo momento está diretamente ligado ao avanço tecnológico e às máquinas, eu devo me capacitar para desempenhar o mesmo trabalho e com a mesma qualidade delas, certo? Errado. Embora pareça estranho dizer, a maior qualidade do humano frente às máquinas será, pasmem, ser humano. 

Para Murilo Gun, humorista, palestrante e professor de criatividade, existem quatro inteligências que devem ser desenvolvidas para que os profissionais possam se destacar no mercado atual e do futuro. São elas: interpessoal, intrapessoal, criativa e interartificial. A teoria de Murilo se baseia em três fontes: a teoria das inteligências múltiplas, um estudo de 2013 da Universidade de Oxford e a experiência adquirida no programa Singularity University da NASA, no Vale do Silício (EUA).

As múltiplas inteligências

Desenvolvida em 1980 pelo psicólogo Howard Gardner, a teoria das inteligências múltiplas afirma que o conceito de inteligência (que medimos com testes de QI, por exemplo), não é suficiente para descrever a grande variedade das habilidades cognitivas humanas. De acordo com Gardner, as inteligências são: lógico-matemática, linguística, musical, espacial, corporal-cinestésica, intrapessoal, naturalista e existencial. E como isso se aplica? O psicólogo entende que uma criança que aprende facilmente a multiplicar números não é necessariamente mais inteligente do que outra sem tal habilidade. Essa segunda criança pode, por exemplo, aprender a multiplicar com mais eficiência por outra abordagem, pode ser excelente em outra área que não a matemática ou, ainda, levar mais tempo por compreender de maneira mais profunda o processo de multiplicação. 

Considerando a teoria de Howard Gardner, Murilo Gun desenvolveu a sua própria teoria, pensando em quatro habilidades que são inerentes ao ser humano:

Inteligência interpessoal

Fala sobre a capacidade de se relacionar pessoal e profissionalmente, além de entender os desejos e pensamentos de outras pessoas, para conseguir criar uma conexão com elas. É altamente ligada à capacidade de liderança. 

Inteligência intrapessoal

Tem a ver com a capacidade de conectar-se consigo mesmo, um excelente meio de alcançar autoconhecimento e autocontrole. E por que isso é benéfico? Muito simples, você consegue dominar melhor as suas emoções e possíveis estresses. 

Inteligência criativa

É a habilidade de pegar qualquer uma das demais inteligências e aplica-la de forma inovadora. Conseguir se livrar dos padrões e romper com as respostas pré-definidas, pensando de forma original. 

Inteligência interartificial

Define a capacidade de entender as potencialidades da inteligência artificial e da robótica, os grandes expoentes do futuro. Mas qual seria o objetivo? Se proteger das máquinas? Não, fazer parceria com elas e ampliar a capacidade de pensar em soluções criativas, usando tudo a seu favor. 

O pulo do gato

Atualmente, as inteligências mais valorizadas ainda são aquelas possíveis de se medir pelos testes de QI, frequentemente aplicados em processos seletivos: lógico-matemática, espacial e linguística. No entanto, essas três competências são exatamente aquelas que as máquinas conseguem reproduzir a partir de algoritmos, aperfeiçoar dentro de padrões e repetições, para aumentar a assertividade. 

Portanto, enquanto seres humanos, devemos nos valer de nossas habilidades “genéricas”, mas que são exclusivamente humanas e são o nosso diferencial. Exercite o lado humano da sua equipe e explore todo o seu potencial. Invista também na formação tecnológica dos colaboradores, para que eles se tornem parceiros das máquinas.

E por último, a dica mais valiosa: exercite e estimule a criatividade do seu time. Essa habilidade é a mais importante e que pode conduzir todas as suas outras competências. 

E então? Sente-se preparado(a) para desenvolver profissionais do futuro?


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